Estudo de Caso
Um site bilingue para um alojamento local em Borba, Alentejo: uma página com âncoras em português e inglês, mais as condições da estadia e a privacidade. Não faz reservas de propósito — encaminha para a Booking, e o clique nesse botão é a única conversão que interessa medir.

O problema
A casa é nova e não tinha nada além do anúncio na plataforma — uma página que posiciona a plataforma, não a casa, e que não carrega nada do que faz alguém escolhê-la. Faltava o que um anúncio não consegue guardar: o Joaquim Branco, conhecido em Borba há oitenta anos como o Quim-da-Pudina, a pesca de rio, e a razão de haver um peixe no logótipo.
As restrições vieram do cliente, não de mim. O proprietário não é técnico e tem de conseguir mudar um preço ou uma fotografia sem programador. Os hóspedes pesquisam no telemóvel, e boa parte é espanhola ou estrangeira, por isso o site tinha de ser mesmo bilingue — e não uma segunda versão meio traduzida que fica para trás sem ninguém dar por isso.
Decisões-chave
Todos os textos, preços, fotografias, textos alternativos e contactos vivem em ficheiros tipados numa única pasta de conteúdo. Não há uma frase escrita dentro de um componente em todo o projeto, por isso mudar uma frase é editar uma linha de dados — é o que torna a entrega a um cliente não técnico realista em vez de teórica.
O dicionário inglês é tipado contra o português, por isso acrescentar uma chave em português e esquecer a tradução falha a verificação de tipos. As duas versões não podem afastar-se sem alguém reparar — que é exactamente como os sites bilingues costumam apodrecer.
Um comando constrói o site e verifica 34 pontos no resultado: dados estruturados nos dois idiomas, meta tags, um só título principal por página, e o emparelhamento correcto de cada endereço traduzido no sitemap. Para um alojamento local, os dados estruturados são onde a pesquisa local realmente acontece — e é o género de coisa que se parte em silêncio.
O único material disponível são capturas do anúncio, nenhuma acima de 1024 px de largura. Em vez de deixar um template esticá-las, os tectos de exibição são tokens de desenho: nenhuma fotografia é mostrada maior do que consegue preencher. Quando houver sessão fotográfica a sério, os tectos sobem num único ficheiro.
As fontes e as imagens são servidas do próprio domínio; a página não leva JavaScript de cliente além da galeria. A política de privacidade afirma exactamente isso, com uma consequência útil: acrescentar um script de analítica passa a ser uma decisão deliberada, e não algo que entra sozinho e transforma a política numa mentira.
Tecnologias
Astro 5 com saída estática na Vercel, TypeScript para a camada de conteúdo e o seu contrato bilingue, sharp para gerar favicons e imagem de partilha a partir do logótipo, e fontes servidas do próprio domínio — sem pedidos externos em execução.
O resultado
Em produção com 97 / 100 / 100 / 100 no Lighthouse móvel, 309 KB e zero deslocação de layout. A casa tem uma página que posiciona o seu próprio nome, conta a história da família, diz com clareza que o piso superior só tem escadas em vez de o esconder, e entrega o visitante à Booking num clique — e o proprietário muda um preço ou uma fotografia sem abrir um componente.
Em produção


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